domingo, 8 de setembro de 2013
O HOMEM DA CAPA PRETA - UMA HISTÓRIA ASSUSTADORA DO ARTISTA VISUAL AURISDEIVE CARVALHO
O Artista Aurisdeive Carvalho esteve em uma das apresentações teatrais de FANTASMAS E DEMONIOS DE SÃO MIGUEL e presenteou a todos com uma bela narrativa fantástica sobre um homem de capa preta, chapéu e três metros de altura. A narrativa durou bem uns 15 minutos e prendeu a atenção de todos, devido ao talento de Deive e o tom realistíco do caso. Reproduzi aqui resumidamente, mas isto nada é perto da narrativa do artista. Prometo em breve registrá-la de forma mais fiel e, se possível, com a intensidade original. Seja por video, seja por audio, este homem da capa preta voltará a ter nossa atenção. Boa leitura.
Quatro jovens de São Miguel.
Garotos na casa dos 20, esportistas de artes marciais, pacíficos e educados visitavam o litoral de Bertioga, certa vez.
Caíram na farra durante um bom tempo e perderam noção não apenas da hora, como também da distância de seus albergues. Como não havia mais transporte naquela hora morta, decidiram ir a pé para a pousada. No entanto, preferiram evitar a rodovia, uma vez que na noite escura algum motorista podia atropelá-los, mesmo no acostamento.
Pegaram informação com um caiçara sobre um caminho pela praia que sairia ali pelos lados do Sesc Bertioga. Seguiram o caminho.
Quando se afastaram bastante de tudo, andando pelas areias da praia, em um trecho entre o mar e a mata, um deles percebeu um toco plantado ali perto de onde as ondas morriam, bem a frente do grupo.
Ele achou estranho aquele caule logo ali, naquela posição. Devia chegar perto de três metros.
Comentou com os amigos, que olharam o estranho objeto e o esqueceram em seguida.
Continuaram atravessando a faixa de areia, até ficarem paralelos ao toco, a uma distancia de dezenas de metro. O rapaz olhou novamente para o tronco, intrigado com o motivo que levou alguém a enterrá-lo logo ali.
Mas seus pensamentos foram interrompidos, pois ele teve a nítida impressão de que o tronco estava se mexendo, como quem acompanha a movimentação de alguém, virando o corpo.
Chamou a atenção dos colegas para o fato, mas eles riram e disseram que ele estava inventando coisas. Continuaram a andar, e o rapaz mais uma vez olhou para o toco. E o mesmo havia se movido. Estava andando lentamente e, ao andar, revelou uma forma humana, com uma capa que agora balançava ao vento e um chapéu cartola. Quando percebeu a reação do jovem, abriu os braços e começou a correr pela areia.
O jovem alertou os amigos e todos saíram em disparada, fugindo da estranha, sombria e assustadora criatura que corria mais que os jovens atletas e estava quase os alcançando, quando eles entraram numa região da praia iluminada por luz elétrica. A criatura sumiu de repente como que por mágica. E eles respiraram aliviados por um tempo, mas não muito. Pois o jovem sensitivo viu que a criatura se aproximava pelo outro lado, pela contra luz, movendo-se lentamente para se aproximar do grupo. Correram assim que o alarma foi dado, e só pararam quando chegaram ao Sesc Bertioga.
Um casal passou pela faixa de areia em direção ao estranho ser. Eles tentaram alertar mas, antes que pudessem se fazer audíveis, o casal mergulhou na escuridão da noite, em direção ao homem de capa preta. Nossos jovens não tiveram coragem de penetrar outra vez naquela escuridão. Seguiram para o albergue.
Na manhã seguinte, foram à aldeia dos pescadores e perguntaram sobre o casal e sobre um certo homem de capa preta. Os caiçaras nunca viram homem nenhum de capa preta. E muito menos um casal.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário