terça-feira, 20 de agosto de 2013
OS FANTASMAS DOS POETA E FOTÓGRAFO FRANCISCO XAVIER
Para quem não o conhece, digo que é uma das novas aparições artisticas de São Miguel. Nova porque, há pouco tempo soltou sua arte aos nosso olhos, mas duvido que o Dr. Francisco Xavier já não criasse antes. Quem dera eu ser seu biografo para escrever com mais exatidão sobre sua criação artistica que, ouso dizer, é muito mais genial e contudente do que muita coisa que surgiu por aí desde 1560. Como não sou, limito-me a honra de te-lo como leitor e, sendo meu leitor, criou (ou sonhou, diz ele) estes fantasmas de São Miguel. Ele jura que é real. E eu acredito. Duvidar de poeta, logo eu?
Deliciem-se com os fantasmas de Xavier.
EXPERIÊNCIA DE UM LEITOR
No início da madrugada, sem avisar, eles chegaram.
Estavam em quatro. Sendo um baixinho, com um gorro típico do altiplano andino, um gordinho com uma barbicha branca, uma loira e um senhor de chapéu.
Foram entrando como fossem esperados. Sentaram-se à mesa.
Senti nos hálitos, um forte cheiro de cerveja, conhaque e enxofre. Estranhei.
Observei que sentiam muita fome. Corri à cozinha e fritei hambúrgueres e servi com as latinhas de cerveja que restavam. Eles aceitaram sem agradecer.
O gordinho, politizado, começou a reclamar das ofertas e sacrifícios que eram oferecidos aos espíritos das trevas. Sugeria um cardápio. Não tinha capeta que suportasse uma dieta exclusiva de frango cru, cachaça e farofa.
- Alguém duvida?! Perguntou com voz exaltada. Quem duvidar que vá até a esquina pela manhã e veja se a oferta foi aceita.
Percebi um olhar de desaprovação da mulher. Ela parecia comunicar-se telepaticamente com os demais. Nada falava, mas tinha controle total da situação. Vi que, por discrição, caminhava alguns milímetros acima do chão, mas poderia andar centímetros e, até metros se quisesse. Senti muito medo.
A pedidos do Baixinho, o senhor de chapéu enfiou a mão sob o casaco e, retirou de lá um violão. Tive a impressão de que o instrumento saiu de dentro do seu corpo. Engoli seco.
Alguém pediu para que o instrumento fosse afinado em mi bemol, pois a ocasião necessitava de um som mais denso e grave.
-Não se preocupe meu caro, respondeu o velho, minha especialidade é tocar a finado.
Todos gargalharam ruidosamente, achando graça do trocadilho.
Comecei a perceber que a intenção deles não era boa. Fiquei quieto. Não quis pedir ajuda. Não queria colocar minha família em risco.
Eles vieram buscar algo muito precioso.
As criaturas da noite se calaram quando o velho e o gordinho começaram a cantar:
“ sou parceiro do escuro,
Eu sou um vulto...”
Deus! Eu não merecia passar por este martírio. Tentei correr mais minhas pernas não se mexiam, comecei a gritar desesperado e, minha voz não saía.
Acordei.
- Acordei?!
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